Qual é a diferença entre uma garantia e um plano de proteção veicular?

A garantia e o plano ampliado de proteção automotiva cumpram finalidades similares, mas atendem demandas distintas durante a existência do seu carro. Normalmente, a garantia original fornecida pelo construtor à aquisição de um veículo novo abrange falhas de fabricação e questões mecânicas por um determinado prazo temporal ou de quilometragem, usualmente três anos ou 36 mil quilômetros, o que ocorrer antes. Incluída no preço inicial do automóvel, essa garantia tem o objetivo de assegurar o comprador sobre a excelência do produto. Contudo, na maioria dos casos, este tipo de garantia normalmente não contribui para desgastes habituais, daneis decorrentes de acidentes ou problemas surgidos após o encerramento do período de cobertura Por outro lado, o referido plano ampliado de proteção automotiva intervém após o vencimento da garantia original, proporcionando extensão de cobertura e contemplando possivelmente itens suplementares, dentre os quais se destacam reparações de motores, caixas de velocidades e sistemas eletrônicos, conjuntamente com auxílio 24 horas e indenização por locação de veículos. Este plano de defesa pode ser obtido independentemente da idade do veículo, sendo adequado para salvaguardar contra obras dispendiosas no futuro. Entretanto, tal como acontece com a garantia, esse plano ampliado também. Quando você compra um carro novo, ele vem com uma garantia de fábrica, que basicamente é a promessa da montadora de que, se algo der errado, eles consertarão para você. No entanto, os planos de proteção veicular são diferentes dessa garantia. Mas como funcionam os planos de proteção e qual a diferença em relação à garantia? Fonte de reprodução: Youtube Morandini Corretora de Seguros O que é garantia de fábrica? As garantias de fábrica existem há quase 100 anos e começaram como uma forma de as montadoras assegurarem aos clientes que confiavam na qualidade de seus carros. No início da indústria automobilística, prevalecia o lema “cuidado, comprador”, o que deixava os consumidores inseguros. Foi então que Henry Ford decidiu oferecer uma garantia para dar mais tranquilidade aos compradores, cobrindo 90 dias para peças e 30 dias para mão de obra, com algumas exceções, como correias, vidro, lâmpadas e outras peças mais delicadas. Essa primeira garantia era muito básica comparada às de hoje, mas foi um marco importante. Durante anos, a garantia de 90 dias foi padrão para carros novos, até que nos anos 1950 os fabricantes começaram a cobrir mais componentes. Eles perceberam, no entanto, que precisariam limitar essa cobertura por tempo ou quilometragem para manter a garantia viável. Com o tempo, e à medida que a concorrência aumentava, as garantias se tornaram uma estratégia de marketing. Às vezes, elas representavam um custo alto para as montadoras, especialmente quando a qualidade dos materiais não era tão boa. Mas esse desafio acabou incentivando a produção de veículos de melhor qualidade. Atualmente, a maioria dos carros novos vem com garantias limitadas, como a de “para-choque a para-choque” ou a garantia limitada do trem de força. Garantia limitada de para-choque a para-choque: cobre a maioria dos problemas que podem surgir no carro, excluindo apenas itens de desgaste natural e situações como roubo. Garantia limitada do trem de força: cobre as partes do carro que o fazem se movimentar, como motor e transmissão. O termo “limitado” significa que a garantia só vale por um determinado período, geralmente entre três a cinco anos, ou até uma certa quilometragem, o que acontecer primeiro. Muitas concessionárias oferecem combinações dessas garantias, como uma de três anos para o para-choque a para-choque e outra de cinco anos para o trem de força, garantindo uma cobertura extra para os principais componentes do veículo. O que é um plano de proteção veicular? O problema das garantias é que elas não duram para sempre. Quando expiram, os consumidores podem ficar preocupados com os altos custos de possíveis reparos. É aí que os planos de proteção veicular entram em cena. Esses planos são projetados para cobrir muitos dos mesmos itens que uma garantia cobre. A cobertura pode variar de acordo com o plano, mas normalmente inclui: Motor Transmissão Eixo de transmissão Componentes elétricos Freios Suspensão E outros Imagine que você tenha uma garantia de três anos para o seu carro, mas seu financiamento seja de quatro anos. Quando a garantia expira e, por exemplo, a transmissão do carro quebra, você terá que pagar o conserto, que pode custar cerca de R$ 16.000 (aproximadamente US$ 3.200), e ainda nem terminou de pagar o veículo! Se você for como muitas pessoas, provavelmente não terá R$ 16.000 sobrando para cobrir um gasto inesperado. Uma conta desse tamanho seria um grande problema para muitas famílias. Um estudo recente da Prudential mostrou que apenas 50% dos americanos têm mais de R$ 2.500 (US$ 500) em economias. Então, um conserto grande de carro poderia desestabilizar suas finanças. No entanto, se você tivesse um plano de proteção veicular, esse cenário seria diferente. O plano cobriria o conserto da transmissão e a mão de obra necessária. Você pode se perguntar: “Não estou apenas trocando o custo do reparo pelo custo do plano de proteção? Qual é a vantagem?” Embora alguns planos de proteção sejam pagos à vista, eles podem poupar muita dor de cabeça quando algo der errado. Ainda melhor é a possibilidade de pagar o plano em parcelas mensais. Algumas instituições, como a Auto Approve, permitem que você inclua o valor do plano de proteção no financiamento do carro. Assim, em vez de pagar tudo de uma vez, você acrescenta um pequeno valor aos seus pagamentos mensais. Vale destacar que os planos de proteção veicular não cobrem tudo. Os itens que geralmente ficam de fora incluem: Pneus Pintura Sistema de exaustão Lâmpadas Baterias Amortecedores Esses planos não cobrem manutenção de rotina ou danos causados pelo desgaste natural. Além disso, eles não substituem o seguro do carro, que cobre reparos em caso de acidentes. Vale a pena adquirir um plano de proteção veicular? A grande questão é: vale a pena ter um plano de proteção veicular? Isso depende bastante da sua situação. Para muitas pessoas, esses planos podem não ser necessários. Se alguma das seguintes situações se